quinta-feira, 19 de maio de 2011

ISSO AQUI é campanha ANTI-HOMOFOBIA:

RESPEITO

Claro, direto, educativo, putz, PARABÉNS AO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO e aos produtores desse comercial… BATO PALMAS e PRA ESSE EU DOU NOTA 10!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Kit Anti-Homofobia? ONDE?

Bom, essa semana vazaram os três vídeos produzidos pelo MEC para integrar o KIT ANTI-HOMOFOBIA que será distribuído nas escolas publicas de ensino fundamental de todo o país. Assisti a cada um várias vezes e deixo aqui a minha análise e conclusão. Estou pronto pras pedradas que seguirão, mas nao posso deixar de comentar. Vamos aos vídeos:

Video 1 – PROBABILIDADE

Bom, na minha opnião o pior de todos… O vídeo mostra um garoto que se muda de sua cidade deixando a namorada pra trás, e encontra na sua nova escola um amigo gay que conquista a sua amizade por ser mais receptivo que o resto da turma… Até aí, beleza… Então, o garoto de aproxima mais e mais do novo amigo, a amizade deles passa a ser mal vista no colégio, são julgados e chamados de namorados sem que ninguem realmente saiba o que de verdade “rola” entre eles… E quando eu achava que aí começaria a mensagem educativa, o vídeo descamba! O tal amigo leva ele a uma festa, apresenta a ele um primo que também vai se mudar de cidade e o menino acaba se indentificando com o tal primo por ele ter passado pela mesma situação, e ao se despedirem, o garoto sente vontade de beijá-lo. Bom, o beijo não acontece, o menino vai pra casa confuso e no dia seguinte, durante uma aula de matemática, onde ele é paquerado e se mostra atraído também por uma menina, ele chega à conclusão de que ser bissexual aumenta em 50% as chances dele se sentir atraído por alguém. SÉRIO? FOI ISSO MESMO QUE EU VI? AINDA NÃO TÔ ACREDITANDO! Um vídeo que era pra ser EDUCATIVO, que era pra educar as crianças, pra mostrar a elas que TODO SER HUMANO deve ser respeitado, independente de como ele seja,  virou um vídeo de APOLOGIA? Ao invés de educar, estão mostrando supostas “vantagens” em ser bissexual, ou seja, insinuando que é melhor gostar de meninos e meninas, pois suas chances de se divertir aumentam em 50%! Esse vídeo é um completo tiro no pé! Além do que o material é de péssima qualidade, e, GRAÇAS AO BOM DEUS, acho muito difícil alguma criança ou adolescente conseguir assisti-lo até o fim… Traço tosco, mal feito e mal produzido, chato e principalmente, TOTALMENTE FORA DO TEMA EM QUESTÃO! Nota ZERO!

Vídeo 2–TORPEDO

O vídeo mostra duas meninas que se relacionam e tiveram sua privacidade invadida ao serem fotografadas juntas e terem tais fotos expostas em todos os corredores do colégio… Elas conversam via torpedo, uma delas está trancada no banheiro, envergonhada, confusa e  outra menina dá apoio a ela e então elas decidem enfrentar a situação: a menina sai do banheiro, atravessa toda a escola sob o riso e o escárnio dos outros alunos e se encontram no patio onde assumem a sua relação na frente de todos e se abraçam. E O VÍDEO ACABA AÍ? MEC, acorda! Isso já acontece na vida real! Não é uma cena que se veja todo dia, mas acontece, já é realidade! E o vídeo perde a oportunidade de mostrar como se portar diante disso, aceite você ou não o relacionamento entre as duas… NÃO HÁ NADA DE EDUCATIVO, mais uma vez… Tempo e dinheiro jogados fora pra mostrar o que já é visto… A produção mais uma vez deixa a desejar, mas pelo menos não há apologia nesse vídeo… NOTA 3.

Vídeo 3–ENCONTRANDO BIANCA

Na minha opnião, o menos pior dos três vídeos… Mostra um menino que, por se sentir feminino, se veste como tal e adota o nome de Bianca. Fala de todas as agruras sofridas por ele durante o processo de transformação, como a decepção dos pais, as dificudades de aceitação na escola, chama atenção para o fato de apesar de ele se achar mulher ainda ser oficialmente identificado como homem, e levanta a velha questão do banheiro… Mas NOVAMENTE nada de EDUCATIVO é mostrado… Outra vez os alunos apenas vão se deparar com o que já vêem… E continuarão sem saber como proceder… Apesar de ainda fraca, a produção é a melhor das três… NOTA 5.

CONCLUSÃO: O MEC acaba de dar uma verdadeira demostração de TOTAL INCOMPETÊNCIA. E também acaba de demostrar ser PRECONCEITUOSO por não haver nenhum material sobre a HOMOSSEXUALIDADE MASCULINA, que ficou escondida sobre o manto confortável da BISSEXUALIDADE mostrada no primeiro vídeo… O primeiro vídeo vai causar REVOLTA, INDIGNAÇÃO E REPULSA da sociedade e os outros dois não têm nada a dizer… Ao invés de darmos um passo à frente, estamos dando vários passos pra trás… Sou homossexual assumido, feliz, e consciente… Mas, se tivesse filhos… Não gostaria que eles vissem… Aliás, nem eu gostaria de ter visto… Para o MEC, eu dou nota ZERO! E tenho dito!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

#homofobiasim ou #homofobianao ?

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Observe a imagem acima… Ela foi uma das mais comentadas no mundo durante a última semana. Sim, acredite! É um beijo gay! Ah, mas você certamente vai dizer: Ah, num seriado americano nem é novidade! É, realmente não seria, se o gordinho vestido de vermelho não fosse o “macho valentão” da escola e se ele não atormentasse o rapaz por ele beijado TODOS OS DIAS… Pra quem não assiste GLEE, eu vou explicar: O de vermelho (uniforme do time de futebol americano) é Dave Karofsky, jogador de futebol americano fortão e metido a valentão que viver ATORMENTANDO o pessoal do GLEE CLUB (ou Clube do Coral, se vc assiste a FOX Brasil), justamente porque acha que cantar e dançar é muito “gay”… O mais magrinho é Kurt Hummel, grande talento do Coral e homossexual assumido, o único na escola. Acontece que Karofsky vinha atormentando Kurt nos corredores e Kurt resolveu dar um basta! Entrou vestiário adentro e disse POUCAS E BOAS à Karofsky, e] quando todos pensavam que Kurt ia ser SURRADO pelo “valentão”, eis que ele o agarrou e lascou-lhe um beijo… E tá lançada a polêmica. KAROFSKY seria um gay enrustido, escondido por trás da máscara de machão, por medo do preconceito e do “sofrimento” que “sair do armário” lhe causaria… E chegamos ao ponto que eu queria chegar: SAIR DO ARMÁRIO (ou, como está mais na moda nos dias de hoje, TIRAR A PURPURINA DO POTINHO).

A imagem acima te choca? NÃO? Então tá, vamos lá… Se imagine na escola… Imagine que no meio do pátio se reproduza essa cena. Dois caras (ou duas meninas, ok!) se beijam na frente de todos (ok, não foi isso que aconteceu no seriado, mas imagine assim) IMAGINOU? CHOCOU? Não? Sério? Parabéns, você é totalmente desprovido de emoção! É impossível não sentir NADA quando se vê uma cena assim… Quer a prova? Você é Gay? Aplaudiria essa iniciativa? Hum, que legal! Agora, me responda: Já viu heteros aplaudindo um beijo hetero? Não, não festejando, mas aplaudindo com esse tom POLÍTICO de apoio? Não né? Sabe porque? Porque beijo hetero não choca! Sim, seu aplauso é, na verdade, seu jeito de expressar o seu choque….

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que sou gay assumido e feliz com a minha escolha… Ah, não, perdão, eu não tive escolha… Só consigo ser feliz assim… Mas acho que não preciso ESFREGAR na cara da sociedade que eu me relaciono com pessoas do mesmo sexo… Cresci como todo mundo aqui cresce… No meio dos meninos, brincando com eles, apesar de sempre ter me sentido meio deslocado… Adorava estar com as meninas, conversar com elas… Mas não pegava bem… Não na minha geração… Foi a sociedade que me ditou essa regra… E sim, nós vivemos em sociedade… Aliás uma das necessidades do ser humano é viver em sociedade… Então, vamos ao assunto: HOMOFOBIA SIM OU HOMOFOBIA NÃO?

Antes é preciso deixar claro: o que é homofobia? Seguindo a regra da língua seria FOBIA à HOMOSSEXUAIS… Mas esse termo é genérico demais… O cara que odeia homossexuais, mas não expressa, seria considerado homofóbico? A questão é VIOLÊNCIA! Todo mundo tem o direito e gostar ou não de algo… E acho também que todo mundo tem o DIREITO (garantido pela constitução, aliás) de expressar sua opnião! O que ninguém tem direito é de ser OFENSIVO e VIOLENTO, seja com palavras ou com atos…

A hashtag #homofobianao foi parar recentemente nos WORLDWIDE TRENDING TOPICS do twitter (sim, o twitter comanda o mundo virtual) e então eis que, ADIVINHEM? Um grupo contrário lançou a hashtag #homofobiasim ! Tá, até aí, beleza… É apenas um conflito de opniões, algo como “Viva o Flamengo” contra “Viva o Vasco”, algo típico do ser humano… Mas clique nos links e dê uma olhada… O que se vê é só incitação à violência, ao desrespeito… E de ambos os lados… O fato de alguém ter uma opnião não significa que essa pessoa mereça ser XINGADA, HUMILHADA, e ACHINCALHADA… Num mundo com pessoas de bom senso, os tweets seriam mais ou menos assim “Eu odeio homossexuais #homofobiasim” “Sou homossexual com muito orgulho #homofobianao”… Mas INFELIZMENTE não é isso que acontece… è uma troca de impropérios, xingamentos, ofensas, ameaças e tudo o mais de ruim… DOS DOIS LADOS! O que me faz pensar que esses tais homossexuais que comandam o movimento não querem viver em paz no mundo… Querem é guerrear… Querem é ser melhores que os outros… E ninguém pode se achar melhor que ninguém… É isso que tem que acabar…

O PRECONCEITO EXISTE, e sempre existiu, seja lá de qual forma estejamos falando… Racial, sexual, religioso… O nome já diz: PRÉ + CONCEITO… É algo que nos é inserido desde que nascemos… Mora conosco… Dentro de nós… E não é com ele que devemos acabar… É com a forma violenta de manifestar esse preconceito… É isso que fará a diferença… Pense bem… Se passaram 112 ANOS da abolição da escravatura… E até hoje há preconceito racial… Quem nunca contou nem sequer uma “piadinha” racista? Os negros foram crescendo, ganhando seu espaço, através desses 112 anos… O que queremos nós, homossexuais? Que , DE UMA HORA PRA OUTRA, a sociedade se acostume conosco de mãos dadas e se beijando em frente a eles? SÉRIO? Isso é ILÓGICO! A conquista virá sim, mas nossa geração não verá isso, nem a minha, nem a sua, carinha de 15 anos, nem a dos bebês que nasceram hoje! Mas o movimento tem conseguido vitórias… A longo prazo, mas vitórias sim! Mas até que nossas relações “pareçam normais” aos olhos da sociedade, é preciso respeitá-la! É horrivel amar uma pessoa e não poder acarinhá-la em qualquer lugar, sim, eu sei bem disso… Mas penso que mais horrível é ser apedrejado, surrado, humilhado e maltratado por causa disso… Não, não beijo meu parceiro na rua, não ando de mãos dadas com ele, pois vivo numa sociedade que AINDA não aceita isso… E eu respeito! Aliás, a palavra é justamente essa: RESPEITO!

Se todo mundo respeitasse o próximo… O mundo seria tão diferente… RESPEITE A OPNIÃO ALHEIA! RESPEITE OS DOGMAS DE QUALQUER RELIGIÃO, concorde você com eles ou não! RESPEITE A SOCIEDADE EM QUE VIVE, por mais que isso doa no fundo do seu coração, por mais que isso te revolte… Seja você homossexual ou não… Homofóbico ou não… O desrespeito leva à violência… E é com essa violência, disfarçada atrás da palavra HOMOFOBIA que queremos acabar… Terminando… HOMOFOBIA NÃO E HOMOFOBIA SIM! Cada um tem direito de pensar como quiser… Mas com respeito à opnião do próximo… E TENHO DITO!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Filho de Renato Russo: "Todo ser humano é bissexual"

 

Quem é, como vive e o que pensa Giuliano Manfredini, o único herdeiro do líder da banda Legião Urbana

Giuliano Manfredini: "Todo mundo já teve um momento no qual se identificou com uma letra do Legião"

As músicas do Legião Urbana são como hinos que embalam os sonhos e temores da juventude. Mas para Giuliano Manfredini, elas representam também um pouco de sua história familiar. Este jovem de 21 anos é o único herdeiro do líder do Legião Urbana, banda que chegou ao fim em 1996, com a morte de Renato Russo, mas que ainda hoje está presente no gosto dos jovens – de todas as idades.

Giuliano mora com a avó paterna em um luxuoso condomínio no Lago Sul. A mesma cidade que um dia ouviu os primeiros acordes da música-protesto “Que País É Esse”. Cercado de todo o conforto e segurança, tem três carros na garagem. No jardim, logo atrás de uma ampla piscina, ele projetou o desenho de um violão (símbolo da banda) à sombra de um roseiral. O mesmo violão também está tatuado no seu braço.

Próximo à Esplanada dos Ministérios, Giuliano mantém o escritório da sua produtora, a Mundano, que gerencia novas bandas. Até agora era a avó – que ele chama de mãe – quem administrava os direitos autorais que envolvem Renato. A par de toda a magnitude financeira que a obra de seu pai abrange, Giuliano está começando a tomar a frente dos negócios. “Só não me peça para cantar, que não levo jeito. Já tentei e não deu certo. Gosto é de ficar nos bastidores”, diz.

"Eu detenho o direito sobre o nome Legião Urbana, sou o verdadeiro herdeiro da banda", diz Giuliano

Pais e Filhos

A reportagem do iG acompanhou um dia na vida do único filho que Renato deixou. Fruto do relacionamento que o cantor teve com uma fã, Raphaela Bueno, Giuliano tinha apenas 7 anos quando seu pai morreu, vítima de complicações decorrentes da Aids. Raphaela morreu logo depois de dar à luz, em um acidente de carro.

De voz grave, do alto de seu 1,90m de altura, Giuliano fala sobre tudo. Surpreende pela naturalidade com que lida com assuntos polêmicos, que também permearam a vida de seu pai. Como relacionamentos com “meninos e meninas”: “Todo ser humano é bissexual. Eu já tive experiências com homens. Não tenho vergonha de falar essas coisas. Ninguém pode falar que é heterossexual se nunca experimentou o outro lado para saber que não gosta daquilo”. Ou sobre o uso de drogas: “Gosto de ir uma vez por ano a Amsterdã (cidade europeia onde elas são legalizadas)”.

A entrevista começou na gravadora, onde o encontro foi marcado. Mas como o local está passando por obras estruturais e não tem energia elétrica no momento, a equipe seguiu para sua casa, cerca de vinte minutos dali. Antes, uma parada na Catedral Metropolitana de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer. “Não tenho religião. Acredito em Deus, mas não sigo nenhuma crença”, diz o jovem que, antes mesmo de nascer, já era cantado na letra “Pais e Filhos” (“Meu filho vai ter nome de santo/ Quero o nome mais bonito...”). No caminho até sua casa, ele coloca o DVD Acústico MTV do grupo do pai no aparelho do carro. É com a voz de Renato ao fundo, cantando “On the Way Home/ Rise”, que Giuliano vai falando da força que o Legião mantém no imaginário popular: “As músicas passam ideia de sinceridade. Todo mundo já teve um momento que se identificou com uma letra”, afirma.

Giuliano diz que seus amigos são poucos. No site de relacionamentos Facebook, tem cerca de 600 seguidores. “Não abro minha casa para muitos”, diz. Sentado num sofá decorado com almofadas que estampam a foto do pai, envolto por paredes decoradas com discos de ouro e platina conquistados pela banda, além de fotos, bonecos e homenagens ao Legião, Giuliano fala por horas da sua relação com a música e de como encara as artimanhas da vida.

Giuliano: "Ninguém pode falar que é heterossexual se nunca experimentou o outro lado"

A seguir, um pouco do jovem que tem como desafio preservar o legado de Renato Russo:

iG: Você começa a tomar conta do espólio do seu pai. Consegue explicar de onde vem o interesse permanente dos jovens pela banda?
GIULIANO: Em primeiro lugar, a sinceridade do meu pai de correr atrás do que sempre sonhou. Não adiantava nada ele ser um gênio se não corresse atrás do que acreditava. Legião toca nas pessoas. Se você ganha um chute na bunda de uma garota, a música do meu pai vai te dar uma mensagem. “Índios”, “Daniel na Cova dos Leões”, “Tempo Perdido”... Todo mundo já teve um momento que se identificou com uma letra. Mas ele não era um deus, era um homem comum.

iG: Você mantém contato com os outros integrantes do Legião?
GIULIANO: Não tenho contato direto com eles. Não falo sobre isso, porque já houve brigas. Eu detenho o direito sobre o nome Legião Urbana, sou o verdadeiro herdeiro da banda. Existe uma questão delicada, mais que isso prefiro não falar.

iG: Quem não gosta do Legião costuma afirmar que Renato fazia músicas depressivas. Concorda com esta crítica?
GIULIANO: Schopenhauer (Arthur Schopenhauer, filósofo alemão) falava que se você for analisar o mundo, isso aqui é um lugar ruim. O que meu pai queria dizer é que, por termos poucos momentos bons na vida, visto que felicidade é momentânea, somos todos tristes. Estes raros momentos são a força para seguir em frente.

iG: Você é ateu?
GIULIANO: Não. Meu pai era católico, mas fazia seu próprio catolicismo. Sou um pouco assim. Criei minha religião. Meu pai é a pessoa mais presente na minha vida. Sou sensitivo. Ele faz parte da minha consciência.

iG: O que você herdou da personalidade dele?
GIULIANO: A força de vontade. Não entenda como preconceito, mas eu poderia ser funcionário público, como tantos querem na vida. Trabalhar pouco, ganhar muito, ter uma vida pacata... Tem muita gente que não tem sonho. Brasília é muito assim, de gente morgada, apática. Não preciso trabalhar para sobreviver. Trabalho porque quero, porque gosto.

"Meu pai era católico, mas fazia seu próprio catolicismo. Sou um pouco assim"

iG: O que você faz? Como é o seu trabalho?
GIULIANO: Minha produtora, a Mundano, trabalha novos artistas. Em março faremos um festival de música em Brasília. Estamos produzindo uma peça, que ainda não posso falar, além da trilha sonora dos dois filmes sobre o Legião (“Faroeste Caboclo” e “Somos Tão jovens”). Eu é quem escolho as músicas que vão entrar na trilha. O pitaco é meu.

iG: Seu pai fez algumas letras bastante políticas. Você se interessa pelo assunto?
GIULIANO: Não sou aquele que sabe o nome de todos os políticos, mas tenho opinião formada. Sou neutro em relação à política. Desculpe falar assim, mas a eleição desse ano virou uma grande palhaçada.

iG: Por quê?
GIULIANO: Pelos candidatos... O brasileiro está descrente com o País. Não acredito em lados, em direita ou esquerda, mas em interesses. Por isso não voto. Será a segunda eleição que posso votar, mas prefiro justificar. Ninguém vota mais por ideologia.

iG: Praticamente todo adolescente gosta de ouvir Legião Urbana. Isso te facilitou fazer muitos amigos?
GIULIANO: Não, conto nos dedos os meus amigos. Sofria muito preconceito na fase escolar, porque era filho dele. Tenho orgulho do meu pai, e isso era confundido com exibição. Adorava falar empolgado dos novos trabalhos do Legião. Os garotos tinham prazer em me excluir. Eram agressões verbais diárias.

iG: Como eram estas agressões?
GIULIANO: A partir do momento que entrei no colégio e ouvi dos colegas que meu pai era “bicha”, para você ver como eles eram escrotos, passei a entender o que isso significa. Admitir que era homossexual naquela época é mais um motivo para vê-lo como herói. Tem que ser muito macho para falar “eu sou gay”.

"Sofria muito preconceito na fase escolar, porque era filho dele"

iG: Você entendeu desde o começo o que significava o fato do seu pai ser gay?
GIULIANO: Não existe ninguém homossexual de fato. Todo ser humano é bissexual. Se não tivesse nenhuma convenção social seríamos todos bissexuais assumidos. Meu pai não via diferença em amar as pessoas.

iG: Você já teve alguma relação homossexual?
GIULIANO: Eu já tive experiências com homens. Mas hoje sou heterossexual. Estou apaixonado por uma garota do Rio. Não tenho vergonha de falar essas coisas. Ninguém pode falar que é heterossexual se nunca experimentou o outro lado para saber que não gosta daquilo. É como o cara que fala que não gosta de maconha, sem nunca ter usado. Pode falar que é contra, mas não pode falar que não gosta.

iG: E sofreu preconceito por isso?
GIULIANO: Nunca namorei homens a sério, era mais pegação, zoação mesmo, em boates. Preconceito, claro que rola. Mas é coisa minha, ninguém tem que se envolver com isso. E se você não quiser mais ser meu amigo só porque eu beijei um homem, você é um medíocre. Experimentei sim, foi uma experiência boa. Mas não levo esses detalhes adiante. Se um filho meu falar que é gay, vou falar “que bom”.

iG: Você deu uma declaração certa vez chamando seu pai de “idiota” por ter usado drogas. Você nunca experimentou?
GIULIANO: Falei uma vez isso numa entrevista, me arrependo muito dessa declaração. Usa quem quer, não acho errado usar. É cultural dos jovens transgredir as regras. Coloca aí que vou uma vez por ano a Amsterdã.

iG: Como você trata esses assuntos em casa?
GIULIANO: Minha mãe pergunta, falo com ela, na boa. Falo que já experimentei. Não tem problema, temos diálogo em casa.

"É cultural dos jovens transgredir as regras", afirma Giuliano

iG: Quais são as lembranças do contato que teve com Renato?
GIULIANO: Convivi com ele até os 7 anos. Fernando Pessoa dizia que a importância das coisas não está na duração, mas na intensidade. Meu pai era uma pessoa muito intensa, assim como eu. Passava os dias com ele, em seu apartamento. Chegamos a fazer uma viagem a Nova York, quando fiz 5 anos. Ele me encheu de brinquedos.

iG: Você não chegou a conhecer sua mãe (que morreu num acidente de carro) e foi criado pela avó paterna. Como é esta relação familiar?
GIULIANO: Desde que minha mãe morreu, quando eu era recém-nascido, a guarda ficou com minha avó. Cresci chamando-a de mãe. Todo jovem tem seus momentos de curtição, farra. Mas também sou família. Tenho o maior orgulho de tê-la ao meu lado.

iG: Que futuro projeta para a lembrança do que representou o Legião?
GIULIANO: Legião tem força para muito mais. Quero estar aqui daqui a dez anos escutando e vibrando com cada uma das músicas do meu pai. Vou tomar conta de tudo. O mais importante não é lucrar com tudo isso, mas manter a ideologia de suas canções viva na memória das pessoas, de quem não conheceu e de quem ainda vai ouvi-las. Ainda temos muita coisa inédita para um dia, quem sabe.

Giuliano Manfredini mora em uma ampla casa na área nobre de Brasília

Giuliano Manfredini mora em uma ampla casa na área nobre de Brasília.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

JUSTIN BIEBER , RESTART, CINE e outros…

Bom, caros amigos leitores do blog… O assunto da semana foi a entrevista do astro pop adolescente JUSTIN BIEBER ao pânico… Sabrina Sato lançou a polêmica no twitter dizendo que Justin teria sido mal-educado com ela, em contrapartida as fãs de Justin atacaram dizendo que Sabrina é burra, que nem inglês sabia, que foi mal-educada também, e etc… Logo surgiram inumeras tags que anunciavam uma guerra que sempre existiu, desde que me dou por gente: Meninos adolescentes que fazem as meninas sonhar, suspirar e delirar são BICHAS! Quem gosta defende, quem odeia taxa! É assim desde que eu era criança… E vai continuar sendo… A diferença é que agora existem as redes socias externando essa guerra… Que convenhamos, você que já teve 13 anos sabe, é saudável… Faz parte da adolescência…

Não estou aqui pra defender ninguém… Nem sequer sou fã do menino (mas confesso que adoro BABY, BABY, BABY, OOOHHHHH). Só quero analisar os fatos… Alegam que o menino é afeminado, se veste como uma menina e se comporta como tal… Mas vejamos a adolescência dos dias de hoje… Num tempo de calças “skinny” coloridas, desbotadas, com todo tipo de enfeites, de cabelos compridos jogados na testa, muitas vezes alisados à chapinha, de óculos “wayfarer”, num tempo em que ser bissexual é moda, como não parecer afeminado? Você que tem mais de trinta, observe os avatares da maioria dos meninos do twitter e me diga… Todos eles não parecem um tanto “afeminados”??? A liberdade sexual que trouxe no arrasto a maior aceitação da homossexualidade entre os adolescentes, trouxe também comportamentos e gírias antes só usados por estes e agora espalhados por aí… Basta ver o festival de “alôka” e “ahaza” nos tweets… Como não parecer homossexual assim? A verdade é a seguinte: Justin tem só 13 anos (acho que é isso, se estiver errado, por favor me corrijam) e nem sabe ainda o que realmente é… Como a maioria dos adolescentes hoje, que têm muito mais liberdade pra escolher do que tinha eu aos 15 anos… Existem MUITOS por aí que se vestem igual, se comportam igual. Mas não fazem sucesso, não fazem as meninas gritarem… Esses não são “BICHAS”… Porque não incomodam…

Olha o histórico: MENUDO (tá, o Ricky Martin assumiu): Quando eu era menino, se um outro menino confessasse que sequer ouvia qualquer musica deles, era uma BICHONA… Eu mesmo adorava e tinha que esconder de todos os colegas de escola… Patético, não? Mas sempre foi assim… Foi assim com eles, com os New Kids on The Block, com os Backstreet Boys, com o RBD e com todos os outros que fizeram adolescentes gritarem e desmaiarem… A bola da vez são JUSTIN, os meninos do CINE e do RESTART, FIUK e outros… E daqui a alguns anos serão outros… Eu mesmo, musicalmente, acho que todos são uma BOSTA, mas todos os outros anteriores eram assim tb… E fizeram MUITO sucesso… Eu mesmo cantei MUITAS músicas de todos… Agora que estou velho é que não fazem mais efeito em mim… Mas já fizeram… Pense bem: vc nunca se animou com NENHUMA música dos citados acima?  Vc pode até negar, mas eu sei que sim…

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Por isso que meus pais trancavam o quarto…

Criança é FODA, né???? Ô criaturinhas curiosas do CACETE… A menininha do vídeo aí embaixo acordou durante a noite e ouviu “barulhos estranhos” vindos do quarto dos pais… E foi lá dar uma conferida… ADORO A SINCERIDADE INFANTIL!!!!! KKKKKKKKKKKKK

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ahhh… Quarta-Feira…

Tem gente que acha que segunda-feira é o pior dia da semana… Eu discordo! Pra mim, o pior dia da semana é a quarta-feira… Sabe, na segunda a semana começa, na terça ela continua andando, mas na quarta… Nossa… O tempo demora mais a passar, o chefe fica mais chato, o trabalho mais enjoado… É um dia sem motivação… Não fosse a minha tv a cabo, quartas-feiras seriam o fim da picada pra mim… Aí depois vem quinta,(fim de semana chegando!)…  Sexta, que é festa, dia internacional da cerveja (rsrsrs)… E o final de semana tão esperado… Quarta-feira é apenas o meio… Exatamente O MEIO da semana útil…

Aliás… Fora sexo, me diga algo que no meio é bom, é emocionante? Novela é bom no começo e no fim, mas no meio… Filmes idem… Música quase sempre também é assim… Tenho esse sério problema com “meios”… Acho chatos…

Bom, passando ao segundo tema da postagem… A SAGA CREPÚSCULO – ECLIPSE

Não, ainda não fui ver… Sim, quero ver, mas não sou tão fã a ponto de me acotovelar com uma horda de adolescente histéricas e desesperadas por um suspiro do Robert Pattinson (ou do Taylor Lautner…) para conseguir um ingresso… Mas ando lendo o que o pessoal posta no Orkut, no Twitter, no Facebook:

“Não gostei de Eclipse… Muito Parado…” , “Eclipse é chato, não tem nenhuma ação”, “Eclipse é um saco, muito blá-blá-bla, muito beijinho e nada de emoção”

Gente, ACORDA… A SAGA CREPÚSCULO conta a história de um AMOR entre uma humana e um vampiro, ou melhor, de um TRIÂNGULO AMOROSO entre uma humana, um vampiro e um lobisomem… A história foca no ROMANCE!!!! Aí vem neguinho e diz: pow, mas nem uma ceninha de luta entre vampiros e lobisomens é foda!

Cara, se liga! Quer ver VAMPIROS e LOBISOMENS DE VERDADE SE COMENDO NA PORRADA O FILME INTEIRO???? Aluga a Trilogia ANJOS DA NOITE e deleite-se!

E tenho dito!